Jovem revelação da MPB, Ayrton Montarroyos se apresenta em São Paulo com show baseado na obra de Chico Buarque

Ayrton Montarroyos (Foto: Allan Montarroyos / Divulgação)
Ayrton Montarroyos (Foto: Allan Montarroyos / Divulgação)

Ayrton Montarroyos começou chamar a atenção ao publicar videos caseiros no Youtube cantando clássicos da MPB. O jovem, então com 16 anos, impressionou pelo timbre grave e interpretações de profundidade incomuns para alguém da sua idade.

Na sequência, em 2012, foi escalado para defender o xote “Riacho do Navio” num álbum que prestava tributo a Luiz Gonzaga e acabou sendo o artista mais falado do projeto mesmo dividindo os holofotes com artistas conhecidos do grande público como Elba Ramalho e Zeca Baleiro.

Natural de Recife, onde ainda reside, hoje com 18 anos está às vésperas de se apresentar com um show solo pela primeira vez em São Paulo. “Ayrton Montarroyos canta Chico Buarque”, será levado ao palco do Teatro Décio de Almeida Prado em duas noites – 27 e 28 de Julho, com entrada franca e participações de Filipe Catto e  Bruna Moraes.

Ainda sem data de lançamento, seu primeiro álbum está sendo preparado em Recife, com produção de Yuri Queiroga.

Ayrton falou falou comigo, por email, sobre a expectativa desta primeira apresentação na cidade.

Alexandre Eça – Soube que você é admirador do estilo de cantar de Dalva de Oliveira. Dos intérpretes brasileiros, quem mais te influencia?
Ayrton Montarroyos – Dalva de Oliveira é, sem dúvidas, a intérprete que mais me influencia e a que mais me emociona, sempre. Acho que Dalva é a “mãe” das grandes vozes do Brasil como: Ângela Maria, Elis Regina e Maria Bethânia.

Você ganhou certa projeção com vídeos postados no Youtube. Utiliza outras plataformas na internet pra divulgação do seu trabalho?
A internet, muitas vezes, é o único método de divulgação de shows e eventos que participo. É uma ferramenta, que se bem aproveitada, ajuda muito o trabalho de qualquer artista.

Depois que gravou Riacho do Navio no cd em tributo a Luiz Gonzaga e começou chamar a atenção para o seu trabalho, já sentiu mudanças significativas não só na sua rotina mas também no interesse das pessoas sobre você?
Depois que gravei “Riacho do Navio” (Luiz Gonzaga/Zé Dantas) minha carreira nunca mais foi a mesma. A partir dessa gravação, eu comecei a ter matérias publicadas, sobre mim, em jornais de todo o Brasil. Logo depois dos shows feitos em São Paulo (em homenagem ao Luiz Gonzaga) eu “ganhei” uma página inteira no caderno “Viver” do Diário de Pernambuco.

Como é o espaço para MPB de abordagem mais tradicional na cena musical de Recife?
Recife é uma cidade multicultural! Aqui se faz todo tipo de música e há público para todos os artistas. Apesar de o frevo e o forró serem os maiores representantes da nossa cultura, existem também outros movimentos artísticos. O rock, por exemplo, ganhou Karina Buhr, que apesar de não ter nascido em Recife se criou por aqui. 

Pensa em sair da cidade para morar no sul do país ou ainda é cedo?
Creio que pra tudo existe um momento momento. As mudanças tem que acontecer por dentro para depois serem externadas.

Em que pé anda a produção do seu primeiro cd? Lí que deverá lançá-lo de forma independente. É isso mesmo?
Creio que nenhum trabalho seja independente. O meu não é. Dependo dos músicos, do produtor, do estúdio… Além disso, há algumas pessoas que me ajudam e que já me ajudaram (tanto financeiramente como psicologicamente). Não estou sozinho nessa.

Em dezembro de 2012 você se apresentou na cidade com um show coletivo em homenagem a Luiz Gonzaga. As apresentações do Teatro Décio de Almeida Prado serão as primeiras solo em São Paulo?
Sim, meu primeiro show solo em São Paulo será este que acontecerá no (teatro) Décio de Almeida Prado. Pra mim é uma honra enorme poder me apresentar cantando um repertório tão rico e tão lindo. Chico é um dos melhores compositores do mundo e, ainda por cima, é brasileiro. Temos que dar “as flores em vida”. Além de tudo, essa oportunidade me foi dada pela Secretaria de Cultura de São Paulo e pelo produtor Thiago Marques Luiz.

O show tem como mote canções do Chico Buarque. O repertório vai ser baseado apenas na obra dele ou você vai cantar algo inédito também?
O show terá repertório “apenas” do Chico. Eu poderia fazer um dia inteiro de show e ainda iria faltar muita coisa (risos).

Serviço
Ayrton Montarroyos canta Chico Buarque
Quando: 27 e 28 de Julho
Onde: Teatro Décio de Almeida Prado – Rua Cojuba, 45 – Itaim Bibi
Quanto: Entranda Franca (ingressos deve ser retirados com 1 hora de antecedência)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s