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ZESKI: Terceiro álbum de Tiago Iorc mantém o bom padrão musical dos seus antecessores

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Tiago Iorc deve ter confiança no seu taco. Seu terceiro álbum, Zeski (Slap/Som Livre), não apresenta grandes novidades na sonoridade em relação aos seus antecessores – Let Yourself In (2008 e Umbilical (2010) – mas sugere um produto melhor acabado, com produção firme e rumo certo às paradas de sucesso. Zeski é homogêneo.  Não há arroubos de ousadia nem intransigência no conformismo. Fica ali num  meio de caminho seguro, naquela zona que se situa quem sabe que está ganhando.

Fosse um vinil, diria que o álbum tem dois lados: no A, estão as canções compostas em inglês, idioma que Tiago se dá muito bem por ter sido criado na Inglaterra, no B alocam-se as faixas cantadas em português, menos sedutoras. O tema que dá título ao cd, instrumental, divide as duas partes. “Skin Deep” inicia a viagem musical de Tiago Iorc já incorporando quase todos os elementos que virão a seguir – melodias simples, bem arranjadas, algo ensolaradas com assovios aqui e acolá e cordas que permeiam as harmonias sem nunca insurgirem em sensações desconfortáveis. Há ótimos momentos na primeira parte de Zeski: a balada “What Would You Say”  e a bela “Yes and Nothing Less”, com ecos de um Rufus Wainwright sem o piano, revelam um amadurecimento musical do artista.

A segunda parte, um tanto sem jogo de cintura, mostra que Tiago pode evoluir mais como cantor, mas tem uma ótima canção –  “Forasteiro” do cantor e compositor pernambucano Silva, chega alegre, abrindo o tempo e parecendo quase eufórica levando em conta o tom cool que domina Zeski. A participação de Maria Gadú em “Música Inédita” (Duca Leindecker), pinçada do repertório da banda gaúcha Cidadão Quem, tem potencial de hit, visto que Gadú anda em ótima fase popular. O cd termina um tanto soturno com a regravação sentida de “Tempo Perdido”, hit pegajoso e batido da Legião Urbana, que surge aqui em versão voz e violão, ao mesmo tempo pungente e delicada.

Zeski é um bom cd que olha para o passado do seu autor sem se desconectar totalmente dos dois outros álbuns da sua discografia. Aponta que Tiago Iorc sabe o que está fazendo, com rigor conceitual, sem transgredir ou atirar para todo lado.

Tiago Iorc – Zeski
Lançamento: Slap / Som Livre 2013
Quanto: R$ 24, em média
Review: * * * 1/2

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