LANÇAMENTO: Mayra Andrade – “Lovely Difficult”

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Mayra Andrade – Lovely Difficult
Lançamento: Columbia / Sony Music – novembro/2013
Quanto: R$ 40 (importado)
Review: star-512star-512star-512

Duas leituras são possíveis para o novo álbum da cantora cubana, criada em Cabo Verde e ora radicada na França, Mayra Andrade. A primeira é que “Lovely Difficult” atira para todos os lados tentando acertar algum alvo, qualquer um. Uma outra pode se consumar atentando para que o terceiro álbum da cantora conflui influências musicais de todos os lugares pelos quais essa jovem de 28 anos, dona de bela voz, já passou. E isso inclui também o Brasil – a cantora se apresentou por aqui em 2010 divulgando seu disco anterior, Stória, Stória e esta semana fez parte do lineup do festival Back2Black, no Rio de Janeiro alardeando sua admiração pela música brasileira.

Gravado na Inglaterra, “Lovely Difficult” tem colaboração de músicos de várias nacionalidades como  Yael Naim e David Donatien, Piers Faccini, Tété, Benjamin Biolay, Hugh Coltman, Krystle Warren, Pascal Danae, Mario Lucio Sousa e  foi produzido por Mike “Prince Fatty” Pelanconi (que trabalhou com nomes como Lily Allen e Graham Coxon). A marca do produtor pode ser mais facilmente identificada nos temas de pegada pop como “Build it up” (Krystle Warren) e “We used to call it love” (Pascal Danae / Mayra Andrade), single escolhida para divulgar o álbum pelo mundo. O olhar para Cabo Verde, onde é considerada a grande voz da atualidade, principalmente depois da morte de Cesária Évora, aparece na doce “Ilha de Santiago” (Mario Lucio Sousa) ou na autoral de levada leniente “Trés Mininu“.

Meu Farol” (Mayra Andrade & Munir Hossne), em que a cantora acena para o  Brasil ao cantar em português,  e a sedutora “Simplement” (Benjamin Biolay), faixa cantada em francês, são outras que se destacam no disco, principalmente por estilizar com inspiração as mornas características de Cabo Verde. Coeso e leve, “Lovely Difficult”, disco de aura pessoal,  aparenta ser mais que um arranjado de canções que tentam se enquadrar no rótulo de world music e passa longe do exotismo banal que taxa 9 em cada 10 artistas que tentam se lançar no mercado europeu e norte-americano.

Veja o clipe de “We used to call it love”

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