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SHOW: Iara Rennó e os caminhos modernistas traçados por IARA

Iara Rennó no palco do Teatro Sesc Pompeia (Foto: Alexandre Eça)
Iara Rennó no palco do Teatro Sesc Pompeia (Foto: Alexandre Eça)

Iara Rennó – Lançamento do álbum IARA
Quando: 22.3.2014
Onde: Teatro Sesc Pompeia – São Paulo
Review: star-512star-512star-512star-512

Não é exagero apontar IARA, segundo disco da cantora paulista Iara Rennó, como um dos trabalhos mais interessantes de 2013. Assim como não é exagero afirmar que o show que marcou o lançamento do disco em palcos paulistanos foi um dos melhores do ano até agora. Traçando caminhos modernistas, Iara Rennó refez com rigor o repertório do disco e quando saiu da seara autoral exibiu personalidade em versões de números como “Outro“, canção que Caetano Veloso urdiu para o álbum Cê (2006), que no olhar da cantora ganhou ares de carnaval eletrônico, ou na soberba e dura interpretação de “Roenho As Unhas“, o clássico soturno do repertório de Paulinho da Viola.

Mas foi na modernista composição de IARA que o show se apresentou como obra personalíssima.

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Emoldurada pela bela iluminação criada por Alessandro Boschini e pelas projeções de precisão matemática de Cristina Amazona, Iara Rennó acertou o tom entre a tradição da música brasileira, em cena revirada esteticamente pela inquietude criativa da artista, e influências roqueiras e eletrônicas, as vezes assumidamente minimalistas em tendência já apontada pela composição da banda formada pelo tecladista Ricardo Dias Gomes e pelo baterista Leo Monteiro. Influência eletrônica que ditou o ritmo cru de “Já Era“, número que abriu o espetáculo, jogou “Estribilho” rumo ao futuro e fez “The Love” parecer flutuar sob o arranjo inspirado da canção. À teatral encenação de Iara Rennó, que verdade seja dita apareceu segura como guitarrista e intérprete, somou-se um interessante roteiro, bem costurado em texturas sutis de diálogo conceitual ora evocando arquitetura sonora oitentista como em “Miligramas“, ora tentando trilhar rumos de ineditismo estético caso da expressionista releitura de “A Não Ser Que Me Ame” (Romulo Froes / Rodrigo Campos”, tema da safra da banda paulista Passo Torto. IARA que já era um ótimo disco, no palco cresceu ainda mais.

O roteiro armando pela cantora na estreia paulistana de IARA:

1. Já Era (Iara Rennó)
2. Seu José (Iara Rennó / Thor Madsen / Anders Hentze)
3. Outros Tantos (Iara Rennó)
4. Arroz sem feijão (Iara Rennó)
5. Amor imenso (Iara Rennó / Thalma de Freitas)
6. Ma voix (Iara Rennó)
7. A Não Ser Que Me Ame (Romulo Froes / Rodrigo Campos)
8. The love (Iara Rennó / Tony Gordyn / Thalma de Freitas)
9. Estribilho (Iara Rennó)
10. Outro (Caetano Veloso)
11. Tara (Negro Leo)
12. Miligramas (Iara Rennó)
13. Roendo As Unhas (Paulinho da Viola)
14. Elegbara (Iara Rennó)
Bis
15. Macunaíma (Iara Rennó)
16. Já Era (Iara Rennó)

 

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