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SEGUE O SOM: Boa produção de Kassin e Liminha atenua fragilidades do novo repertório de Vanessa da Mata

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Vanessa da Mata – Segue o Som
Lançamento: Sony Music, abril/2014
Quanto: R$ 24, em média
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Desde sua estreia fonográfica, em 2001, Vanessa da Mata vem construindo uma das discografias mais interessantes da música brasileira. Essencialmente autoral, esta discografia rendeu ótimos momentos na seara pop nacional e a alçou ao posto de uma das artistas mais executadas nas rádios do país. Letrista inspirada, revelada em 1999 por Maria Bethânia, Vanessa deu um passo atrás quando resolveu – depois de um convite financeiramente irrecusável – abordar a obra de Tom Jobim, em disco marcado pela inadequação do seu canto ainda frágil à canções conceitualmente densas e já tão bem defendidas por outros intérpretes. Não colou. Por causa de Vanessa Canta Tom Jobim, disco e show, os trabalhos do novo álbum autoral, que era pra ser lançado em 2012, ficaram suspensos e foram retomados apenas no início deste ano.

Aproveitando boa parte do repertório já escrito, Vanessa entrou em estúdio para registrar em definitivo as novas músicas que agora são reveladas no recém lançado Segue o Som (Sony Music), sexto disco da sua carreira. Produzido pelos mesmos Kassin e Liminha que estão com Vanessa desde seu primeiro disco, Segue O Som não acrescenta muito à obra da artista mas é disco de bom nível. Disco que começa pra cima na pop rock “Toda Humanidade Nasceu de Uma Mulher“, segue sedutor no reggae da faixa-título mas perde fôlego a partir daí. A sensação que se tem é que o repertório escolhido por Vanessa é frágil na sua gênese musical e só se sustenta pela ótima produção musical do disco, ainda que esta produção deixe transparecer alguma dose de repetição com soluções que já foram abordadas em Sim,o multi-platinado disco de 2007. Faixas como “Homem Invisível no Mundo Invisível“, ingênua crítica ao consumismo do mundo moderno ou “Homem Preto“, outra de cunho reflexivo, estão há anos-luz da categoria costumeira da artista.

Mas há bons momentos que mantém o disco nos eixos. Positivista, “Por Onde Ando Tenho Você” é delícia pop com cara de hit. A regravação de “Sunshine On My Shoulders” (John Denver / Dick Kniss / Mike Taylor), grudento sucesso dos anos 1970, ressurge na versão de Vanessa com leveza e atmosfera cool. Leveza que pauta também a primeira composição em inglês da autora – “My Grandmother Told Me (Tchu bee doo bee doo)“, tema que remete a tempos passados, algo de cabaré imemorial. E a alegria impressa no suingado samba-rock “Rebola Nega“, faixa em que a produção de Kassin e Liminha atinge o auge da excelência, é outro momento que situa o disco em aceitável moldura. Segue O Som é bom e martela alguns dos méritos da Vanessa da Mata – boa letrista que sabe compor para sua voz limitada e consegue amarrar em atmosfera pop um conceito. Seja ele qual for. Mas deixa também a impressão que fosse um EP de cinco ou seis canções, seria trabalho ainda mais interessante.

3 comentários em “SEGUE O SOM: Boa produção de Kassin e Liminha atenua fragilidades do novo repertório de Vanessa da Mata

  1. Um dos melhores álbuns da Vanessa, com certeza, te agrada da primeira a ultima música, como teve gente que não gostou? o cd é simples e muito bem produzido.

    Merecia mais que três estrelas… Opiniões.

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  2. achei muito péssima seleção de músicas e arranjos!! nenhuma música me agradou… continuo nas antigas mesmo…

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