SHOW: O baile black de Hyldon continua quente 40 anos depois da sua inauguração

Hyldon no palco do Teatro Sesc Vila Mariana (Foto: Alexandre Eça)
Hyldon no palco do Teatro Sesc Vila Mariana (Foto: Alexandre Eça)

Hyldon convida Arnaldo Antunes
Quando: 20.6.2014
Onde: Teatro Sesc Vila Mariana – São Paulo
Review: star-512star-512star-512 1/2

Mesmo nos momentos de menor inspiração artística, lá pelas bandas dos anos 1980, Hyldon sempre conseguiu manter um ótimo nível na sua música. Se a popularidade não mais atingiu o mesmo patamar dos anos 70, quando “Na Rua Na Chuva Na Fazenda” estourou nas rádios, o cantor, à margem das grandes gravadoras, permaneceu atuante, fazendo shows e gravando discos por selos menores. Um dos artífices da criação da black music nacional ao lado de Tim Maia e Cassiano, Hyldon deu as caras na capital paulista para mostrar o repertório do álbum Romances Urbanos, bom lançamento de 2013 que marca o início de parcerias do compositor com músicos de gerações distintas. Em cena, Hyldon não inventa moda. A aposta é no modelo de black music que ele ajudou a formatar: metais que botam fogo nos arranjos formais executados por uma jovem banda e depurados em estilo que já se tornou clássico.

Na abertura, “Foi No Baile Black“, sua recente parceria com os rappers Mano Brown e Dexter, é aceno claro para o Black Rio, o movimento que agitou a cena black carioca na metade dos anos 1970 e exemplo do quanto os novos parceiros ajudaram a arejar sua música sem desviar o foco dos caminhos melódicos já trilhados em mais de 40 anos de carreira. Sem abrir mão de hits, “Na Chuva Na Rua Na Fazenda” e “Bicicleta“, autorais e “Primavera” e “Coleção“, de Cassiano, as novas músicas ocuparam boa parte do setlist. Dessa nova sofra, “Revanche“, parceria com Leo Maia e “Homem Pássaro”, tema da trilha sonora do filme Carandirú  traduziram bem a longeva inspiração do músico baiano há anos radicado no Rio de Janeiro. A boa participação de Arnaldo Antunes, outro dos novos parceiros, na parte final do show, foi o apelo popular pra agitar a plateia composta em sua maioria por jovens que não eram nascidos quando Hyldon iniciou sua carreira. Desta parceria com Arnaldo, “17 Beijos” e a suingada “Vamos Fazer Um Trato” se alinharam perfeitamente à  “Música Pra Ouvir” e “A Casa É Sua”, sucessos do ex titã que antecederam o bis mais que esperado com aquele seminal hit de 1973, “Na Rua Na Chuva Na Fazenda”. O baile black de Hyldon continua quente quarenta anos depois da sua inauguração.

Fotos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s