Os novos de Bebel Gilberto, Anelis Assumpção, Romulo Fróes e O terno

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Bebel Gilberto – Tudo
Lançamento: Sony Music
Review: star-512star-512 
1/2
O romantismo de atmosfera cool domina o sexto disco da cantora Bebel Gilberto. Arranjos leves e clima de lounge – receita já testada pela artista em outros álbuns. Não suscita paixões tampouco ódios. Uma simpática versão de “Harverst Moon“, de Neil Young e outra de “Saudade Vem Correndo“, interessante lembrança de Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo, chama certa atenção. Das inéditas, pouca coisa sobressai. A canção-título é parceria com Adriana Calcanhoto, com Seu Jorge nasce “Novas Ideias” e sozinha Bebel assina as cambaleantes “Lonely in my heart” e “Inspiração“.  Um sambinha  com inspiração na bossa-novista aqui, uma balada permeada por levada eletrônica ali, sem grandes rompantes de ousadia, e Bebel continua fazendo música para gringo ouvir, aparentemente mais preocupada com a visibilidade da carreira internacional do que com a música. Mais (ou menos) do mesmo.


Anelis AssunpçãoAnelis Assumpção – E Os Amigos Imaginário
Lançamento: Scubidu Records
Review: star-512star-512star-512star-512
Três anos separam a estreia fonográfica da cantora paulistana Anelis Assumpção, com Sou Suspeita, Estou Sujeita, Não sou Santa (2011), deste seu segundo trabalho. Anelis e os amigos imaginários, é disco de banda que reitera a evolução da cantora. Com ótimos músicos da cena paulistana, Anelis dá voz a um repertório inspirado, de pegada urbana que bebe em fontes latinas, do dub, do reaggae e do rock. As ótimas “Minutinho” (Anelis / Alzira E / Arruda), “Declaração” (Anelis / Kiko Dinucci) e a autoral “Inconcluso“, são pistas certas de que Anelis Assumpção é cantora que deve ser ouvida com atenção.


Romulo Fróes

Romulo Fróes – Barulho Feio
Lançamento: YB Music
Review: star-512star-512star-512star-512
Os caminhos de Romulo Fróes neste quinto disco da carreira seguem trilhas urbanas não muito diferentes daquelas seguidas pelos seus companheiros de geração no grupo Passo Torto. Algo de sujo e inconveniente nas harmonias e melodias desaguam em arranjos cortados por ruídos (barulhos nada feios) que incitam uma atmosfera de dura poesia. Poesia que se derrama em versos como os de “Na Minha Boca“, parceria de Romulo e Alice Coutinho, “Cadê” (Marcelo Cabral / Clima) e “Pra Comer” (Romulo / Clima). A cidade de São Paulo continua entre as inspirações mais notáveis do disco que elege canções de elevado refinamento estilístico, supondo uma beleza que emerge do caos urbano. Barulho Feio e ótimo disco que confirma o talento do cantor e compositor paulista.


o-terno-2014

O Terno – O Terno
Lançamento: Independente
Review: star-512star-512
No primeiro disco, o bom 66,  a banda paulista O Terno foi saudada com entusiasmo pela mistura de uma sonoridade alusiva ao rock setentista, algo psicodélico, e letras espertas moldadas por arranjos inteligentes que faziam intuir um caminho de evolução do seu som. A abordagem retrô continua a todo vapor neste segundo disco, mas bem menos interessante. Ainda que melhor produzido, o disco que leva apenas o nome da banda parece demonstrar um esgotamento da fórmula bem sucedida da estreia. Há duas ou três boas músicas  se destacando mais pelas letras carregadas por ironia e humor do que pela sonoridade em si. Meio perdido entre o pop, as inspirações bregas e os elementos do rock clássico, este segundo disco da carreira dos paulistas derrapa na mesmice, sem grandes encantos.

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