LANÇAMENTO: O reencontro de Fagner e Zé Ramalho

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Título: Fagner & Zé Ramalho Ao vivo
Artista: Fagner e Zé Ramalho
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Não há ineditismo em Fagner & Zé Ramalho Ao Vivo, cd que capta apresentação feita pela dupla de cantores que são quase símbolos da musicalidade nordestina, no Theatro Net (RJ) em julho deste ano. A aposta do trabalho que chega às lojas em edição da Sony Music é na obra popular construída pelos dois artistas durante 40 anos de carreira e num registro emotivo deste encontro de cancionistas que saíram dos seus estados natais para fazer a vida artística no sul do país. A amizade vem de longa data, desde meados dos anos 1970, quando o paraibano e o cearense se conheceram durante um evento no Parque Lage, no Rio de Janeiro. Viraram parceiros musicais eventuais na mesma década, mas dividiram o palco poucas vezes.

Se não há composições inéditas para comemorar o reencontro, sobra emoção nos novos registros de antigos sucessos. Quase sempre em tons menores, com os cantores dando voz à composições do outro em performances contidas, estão no disco “Mucuripe” (Fagner), “Asa Partida” (Fagner / Abel Silva), “Noturno” (Graco / Caio Silva) e “Jura Secreta” (Sueli Costa / Abel Silva), canções marcantes da carreira Fagner, além de “Chão de Giz“, “Admirável Gado Novo” e “Garoto de Aluguel (Taxi Boy)”, temas da lavra autoral de Zé Ramalho. Das músicas menos conhecidas, marcam presença “Pelo vinho e pelo pão” (Zé Ramalho) e a pálida “Canção da floresta” (Sebastião Dias), ambas registradas originalmente por Fagner, mas que pouco acrescentam ao cd.

Ora contando apenas com os dois cantores no palco, em duetos em que a voz grave de Zé Ramalho encaixa perfeitamente com os tons médios e agudos de Fagner, ora com uma banda de atuação discreta que inclui o violão característico de Manassés, o show é apresentado no cd com 16 números do roteiro original  deixando de fora apenas o desencontrado bis do espetáculo, quando Zé Ramalho abandonou o palco, deixando Fagner entoar sozinho “Borbulhas de Amor”.

Fagner & Zé Ramalho Ao Vivo não reinventa o mundo, mas é disco digno da beleza e da força do cancioneiro desses dois bravos nordestinos.

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